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ANDRÉ SOLNIK

Ninho

2026
Ninho estabelece um paralelo entre câmeras escuras e ninhos de abelhas solitárias. Em ambos, há uma pequena abertura e uma cavidade escura e protegida. Na câmera escura, essas condições permitem a formação de uma imagem invertida do entorno; no ninho, tornam possível o desenvolvimento da vida. Assim como o ninho acolhe a larva, a câmera escura acolhe a luz — e a imagem que se forma em seu interior é também uma forma de habitação. A obra permanece aberta à ação do tempo e dos processos naturais. A paisagem projetada nas câmeras, a ocupação dos tubos pelas abelhas e as transformações da vegetação fazem com que ela se modifique continuamente.